São 33 os países latino-americanos: o México, na América do Norte, 20 países da América Central e12 da América do Sul. Com enormes potenciais em recursos humanos e naturais, esses Estados possuem fortes laços culturais e históricos. O termo América Latina corresponde também a critérios econômicos e geopolíticos. Foi conquistada e colonizada por potências européias de idiomas latinos (português, espanhol e francês). Algumas possessões inglesas ou holandesas também são consideradas latino-americanas.. Nome (1): "Esse 'conceito' de latinidade surge quando Napoleão III decide conquistar o México. Para justificar-se e demonstar o 'direito' da França, ele criou uma América Latina, contrapondo-se à América Hispânica." (Fonte: Colombo, Fato e Mito, de Julio José Chiavenato - Brasil). Nome (2): "A maior parte do continente - do Rio Grande, fronteira dos Estados Unidos com o México, até o Cabo Horn - forma o outro conjunto que, em 1865, os franceses começaram a chamar de América Latina, em oposição aos Estados Unidos. (Fonte: História da América, de Florival Cáceres - Brasil). Opinião: "Perdemos o direito de charmarmo-nos americanos, A América é para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-américa, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação." (Fonte: As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano - Uruguai)
Consumo - curiosidades sobre CUBA
Em 12 de março de 1962 foi estabelecido o sistema de racionamento dos alimentos em Cuba, através da chamada Libreta de Abastecimiento (caderneta de abastecimento). A única coisa que mudou nestes 46 anos de penurias e milhões de horas de espera nas filas para comprar as pequenas quantidades de produtos foi o desaparecimento dos produtos.
Há anos a carne, que era permitida o consumo máximo de 230 g/mês por consumidor, foi substituída por um pouco de mistura (carne+soja) e 460g de frango. O sabonete para banho é distribuído na razão de um tablete por pessoa, assim como o sabão para lavar roupas, durante um mês.
O racionamento é uma medida que o governo cubano utiliza para promover a igualdade entre as pessoas, os preços são subsidiados para todos, representando uma política social injusta porque financia também as pessoas que não precisam de ajuda.
Atualmente o salário mínimo, em Cuba, é de 225 pesos e a pensão mínima é de 164 pesos o que equivale a 11,25 e 8,20 dólares respectivamente.
Portanto, seria muito mais racional a eliminação deste calamitoso instrumento de racionamento e substituí-lo por uma assistência direta ou seja financeira.
Além disso, é importante sinalizar que o sistema cubano de racionamento de alimentos desde seu início foi extremamente irracional e impossível de controlar efetivamente, uma vez que, consiste em anotações nas cadernetas de milhões de consumidores, o que não garante comprovar se, de fato, essas pessoas adquiriram ou não os produtos ou se houve algum desvio, como a venda no mercado negro a preços muitas vezes superiores aos praticados no mercado de racionamento.
O sistema de racionamento tem se convertido, também, em uma fonte significativa de corrupção.
Portanto, a eliminação gradativa da política de racionamento, sem dúvida alguma, significará um alívio as difícies condições que o governo impõe aos cubanos. Não obstante, deve ficar claro que o problema fundamental não está no complicado sistema de distribuição existente, mas na ausência da garantia de uma oferta de produtos e serviços de qualidade, com preços justos, de acordo com os níveis de renda da população.
Obs.: Este post é uma tradução da reportagem: El racionamiento en Cuba, publicada no blog: Convivencia (http://convivenciacuba.es). O autor da reportagem se chama: Oscar Espinosa Chepe.
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